o adeus às unhas roídas

foram muitos os anos de unhas roídas. agregada à dificuldade de passar esmalte em si mesma. teve um período em que consegui driblar o vilão e atingi o comprimento que queria mas, sem que percebesse e mais rápido do que visse, elas se foram. e aí voltei ao quadro antigo. e até algumas semanas estava na mesma até que tive um estalinho: se consegui uma vez, posso novamente. e é o que estou fazendo. com o auxílio de unhas postiças, as naturais já estão quase lá e acredito que até o final deste mês ficarão perfeitinhas. e farei de tudo para não perder tanto esforço.

vê-las crescendo com força semanalmente, lixá-las com afinco e escolher cores na gôndola da farmácia é um novo mundo pra mim. e me anima bastante. isso me dá o gás que preciso para continuar não só a incrementar a modinha com as mãos quanto para reinventar novas possibilidades. já nem me lembro mais que sensação sentia ao roer unhas. aliás, será que há alguma? pura ansiedade, tão intangível… não sinto falta, são manias inconscientes, daquelas que só nos tocamos quando levamos a sério e queremos jogar fora o quanto antes. certas posturas não devem ser comportadas em determinados momentos da vida, acho que devo celebrar tudo de bom que a vida tem me dado e nada mais coerente do que sendo grata comigo mesma, só pra começar.

isso vale para todas as outras trilhas que percorro diariamente. este ano, acabei distraindo de tantas coisas que por anos não me atrevia deixar por um segundo sequer… mas a vida tem dessas coisas, a gente se distrai. tem as bobagens que ouvimos daqui, outros infortúnios de lá e aí, quando nos damos conta, enxergamos que algo saiu do controle. mas agora é hora de fazer como antes e, por que não, melhor para conquistar aquele desejo antigo e deixar tudo no seu devido lugar?

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