o buquê da noiva

a maioria maciça da população feminina promove o maior corre quando o assunto do casamento é a jogada do buquê. a people se mata. eu nunca fui atrás disso, mesmo indo a tantos casamentos nessa minha vida. aliás, eu nunca faço tanta coisa de menina, mas isso já é assunto pra outro post. voltando, eu jamais vou até o cantinho do salão no intuito de me matar pra pegar o tal arranjo sagrado. dá trabalho, gera vergonha alheia e, bah, as meninas são crueis, até arranham seus olhos seu preciso, é um horror.

ontem fui madrinha de casamento, pela primeira vez. minha cunhada, a noiva, fez questão de que eu participasse do não-incrível-momento-para-mim e lá fui eu, encucada, mas consciente de que faria aquela participação por ela e pelo bem geral da nação, pela primeira vez. fiquei posicionada ao lado direito do grupinho (muito ácido por sinal), meio sem jeito, tímida e sem saber como aplicar a logística calçando um perfeito salto 13 cm. foi então que o buquê caiu, lindo, com flores naturais, bem na minha frente. em fração de segundos imaginei aquela maravilha no jarro de cristal da mesinha de centro da sala de estar da minha casa e pensei: esse é meu!

bateu uma autovergonha, porque sempre há a disputa pelo prêmio. uma menina muito da atrevida logo puxou o buquê das minhas mãos. e eu, que sempre cedo em situações desse nível de loucura e mal estar, por um instinto selvagem ou sabe-se lá o quê, não desanimei e fui, insana, assim como todas as que estavam ali presentes, atrás do objetivo. e consegui. hoje, as tulipas, orquídeas e copos de leite me deram bom dia. olhando para aquelas cores únicas, pensei, valeu a pena toda essa bobagem, afinal, agir como uma protagonista descontrolada mas muito fofa de filme tipicamente comédia romântica faz um bem danado de vez em quando.

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