organização eterna

vivo organizando o meu armário. já colei o método de arrumação das revistas de decoração, prestei a devida atenção às dicas dos programas gringos de tv, sonhei com tudo emparelhadinho mas, no fim, tudo acaba bagunçado novamente. o ritmo é frenético, usamos muitas roupas e acessórios em uma semana, é normal até que tudo saia do lugar, senão, que sentido teria comprar coisas? a correria de manhã na saída para trabalhar então, nem se discute. só que há o detalhe do desejo compulsivo, a ideia fixa de se ter um guarda-roupa de revista e lá vou eu, todo fim de semana, em busca da minha perfeição. até aí, tudo bem. só que ontem me vi, em plena noite de quinta-feira, abidicando do direito de curtir todos os incríveis e divertidos filmes que poderia assistir de pernas para o ar, em prol da dedicação, mais uma vez, à arrumação. após algumas horas, cheguei ao mesmo resultado de sempre, porém, com novos detalhes.

são peças separadas por cores, formando um arco-íris gigante na arara de roupas, caixas listradas empilhadas com capricho nos nichos, um ursinho de pelúcia da infância perdido à frente da roupa de cama para dar o clichê “toque especial”. e aos poucos me disciplino para não bagunçar tudo de novo e gastar mais horas na próxima semana. o desafio aqui nem é arrumar, afinal, o problema é sempre manter. como o dom para complicar já data de muitos e muitos anos atrás e vem de uma linhagem bem pura da minha família, preciso treinar a organização eterna. já melhorei muito, é verdade, não posso menosprezar esse dom vindo com a maturidade! nunca tive um quarto tão arrumado como nos dois últimos anos e, diga-se de passagem, tão limpo. um viva pra mim, menos um problema. como fiquei encantada com o resultado final do esforço de ontem (separação por cores é batido, mas o armário fica tão lindo que dá dó de atrapalhar tudo depois!), acredito que dessa vez a validade do trabalho terá um efeito prolongado.

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