confiança

uma das coisas que mais me magoam nessa vida é quando dizem que eu fiz algo que na realidade não fiz. e geralmente quando isto acontece, por mais que eu repita que não fiz tal ato, não adianta, a pessoa vai insistir em dizer que eu cometi tal ação. é batata. daí a mágoa. o meu coração cria um buraco enorme, meus sentidos se transformam, meus nervos vêm à flor da pele; equilíbrio já não existe mais.

a sede por justiça sobe à minha cabeça e relembro os momentos em que meu nome foi posto à prova. e já foram muitos. não é uma situação nada agradável, principalmente quando se aprende, desde criança, a zelar pela a única coisa intocável que temos nesse mundo: o próprio nome. hoje tive o comecinho do meu dia manchado pela desconfiança. o motivo? algo bastante bobo e ao mesmo tempo surreal por um ente querido da família. quando menos se espera, a confiança se perde de onde nunca imaginamos. o nosso lar deveria ser aquele lugar em que encontraríamos sempre apoio, compreensão e, em primeiro lugar, confiança. se não acreditam em mim, aqui, o que esperar porta afora? são muitas as inseguranças.

são dias como os de hoje que abalam o meu coração, que me fazem sentir abaixo do que um dia acreditei ser. sigo só, ainda zelando pela lealdade. espero pelo dia em que o mundo me levará mais a sério e acreditará na trasparência que sempre revelei, a troco de nada e à espera apenas da mútua confiança.

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