refúgio

encontrou refúgio em um lugar improvável, conversou com pessoas que jamais imaginaria ter ânimo de seguir um diálogo racional em frente. sentou-se sozinha numa mesa amarela de bar e aguardou o acaso. fitou o tênis amarelo, apagou o cigarro. descascou um pedaço da unha quebrada, já não sabia mais que horas eram. improvável era sua vida, inconstantes seus anseios, todos desfigurados ao longo daquele ano. refugiada, procura por novas sensações sem saber ao certo o resultado das mesmas. uma folha de papel em branco poderia ser sua salvação: começar do zero. riscar lugares sujos, apagar velhos hábitos, cobrir conhecidos nomes, rascunhar a saída. até aquele momento só conseguiu pensar no atalho.

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