um em três

e tudo começou a ser milimetricamente calculado, meticulosamente medido. o acaso se perdera, a surpresa se fora, os discos foram todos arranhados. não encontrávamos mais sentido nem mesmo no provável,  nossa rota seguia sua lógica e não apontava razão alguma para o que quer que fosse. éramos três e ao mesmo tempo chegávamos a seis; três pedaços, três acertos. você diz sentir saudades de ontem, do último mês, de dois anos atrás. nós três tentamos apontar motivos para celebrar o hoje mas não achamos as pistas do que poderíamos eleger. então vamos reviver o anteontem, vamos adiantar o amanhã. nosso hoje se tornou uma colagem de tempos opostos, um conjunto de paredes descascadas, um labirinto de nós mesmos. somos três em meio a quatro paredes, pintadas à mão, deixadas ao sol. somos três contra o bairro, a cidade, todo o mundo perdido. nossa vontade sobrepõe o infinito, nossas mentes dominaram todo o nosso redor.

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