nossos dias

não combinamos o endereço. não houve um número. muito menos um horário. poderia ser qualquer terça, qualquer quinta, qualquer dia. só sabíamos que sim, o dia chegaria. e também que não teria chuva. nunca há chuva.

e chegou o dia. o dia em que elogios escorriam tímidos, canções eram dedicadas, olhares interpretados, risos meio sem jeito denunciavam sua piada torta, uma bebida despretensiosa era servida sem pressa. esse dia já chegou há muito tempo. nossos ontens de mãos dadas,de garrafinha de água sem gás dividida, de cigarro devolvido, de coreto da menor praça.

atestamos que infinitos outros ainda virão por conta deste. os dias em que vamos, juntos, encarar o sol, pintar as paredes de púrpura, brindar mais um olhar cruzado.

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