recriando sonhos

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enterrei máscaras, pecados e vendedores de ilusão. abdiquei de uma fantasia para viver dias de luta. desafiei os meus sentidos e arrisquei uma solidão treinada, daquelas em que fazemos todos os itens da lista mas que, ao mesmo tempo, não sentimos nada. finalmente comecei o diário do sonho, com direito a cantil, bússola e mapa do rumo. apostei as últimas fichas coloridas guardadas no quarto de hotel para não mais olhar para trás. estou seguindo o meu sentido sem salto alto, que é para correr com o vento. estou procurando por novos sorrisos, que é para reaprender a confiar. estou acordando pela manhã sem esperanças nos olhos, que é para  não distrair com as andorinhas que brincam de esconde-esconde nas nuvens. vou com a certeza do agora, com a força do hoje, com a loucura do amanhã, com as cartas que tenho nos bolsos.

tudo o que foi construído caiu como orvalho em noite fria e se evaporou como um punhado de sorte. mas não tem dilema. basta saber que a vida é mesmo sim, cheia de pequenas solidões.

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