sobreviventes

somos quem somos e tornamos quem precisamos nos tornar, em determinados momentos de nossas vidas. muito se espera do pouco e pouco se acredita naqueles que muito oferecem. diante das incoerências com que nos deparamos por acaso só resta traçar frias estratégias de negociação com o coração, trazer à luz dos fatos o raciocínio mais puro e fiel após uma grande parcela de acúmulo de experiências. encaramos a realidade e minimizamos dores ao nomear a fortaleza como guia para caminhos maiores. e então percebemos que já não há mais palco para pensamentos aleatórios ou passos em direção a escombros disfarçados.

escolhi tocar a minha vida ao lado dos sobreviventes. guardo em folhas de caderno escolar seus nomes, suas 3×4, suas histórias, seus exemplos em anexo à minha vida. o apego pautado em soluções mágicas para o impossível, a dedicação por planos coloridos a giz, o otimismo em validar sentimentos invisíveis são legados que os sobreviventes me ensinaram a não abandonar. com eles aprendi a tornar meus sonhos projetos: sem atropelos, sem desvios, sem memórias embaçadas. basta entender a simplicidade das coisas, basta aceitar que todos os infortúnios desse mundo sempre têm algo de muito bom para ser guardado e mais armas para me manter sã no baile de máscaras.

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