para chegar lá

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já aprendi muita coisa nessa vida.

aprendi que ler muitos livros ao mesmo tempo é exagero, os filmes merecem a minha atenção também! até mesmo aqueles idiotas enlatados que me forçam a ir ao shopping e sentar ao lado de pirralhos barulhentos.

aprendi que misturar tinta guache tem que ser rápido – e por isso as cores que conseguimos são ainda mais incríveis. porque a rapidez pode ser uma fiel aliada da surpresa. e ser surpreendido é como provar sorvete de pistache pela primeira vez – inesquecível.

aprendi que não importa o quanto a dor dilacere o meu peito – ela vai ficar ali pelo tempo que quiser. mas também, quando for embora, ela vai com poder e força, sem nem deixar rastros. é como sentir o dia mais bonito sob seus pés, anunciado por um vento tímido, daqueles que refrescam. e aprender que, sim, parece mentira, mas a dor cessa seus dias de pavor.

aprendi que não adianta estacionar – quanto mais parada, menos objetivos concluo. e os meus vivem em nuvens, daquelas bem gordinhas, que se dissipam só para deixar o sol brilhar. e eu quero realizar mais. quero fazer muito mais. porque eu aprendi a pedalar sem rodinhas de plástico branco. porque eu cresci sem doses de anestesia. quando eu machuquei o joelho, não foi ralando a pele no chão, foi rasgando em prego enferrujado. e só se aprende mesmo assim, com a fratura exposta. com o osso exposto. com a verdade exposta. com a minha cara à tapa enquanto lá fora chovem confetes coloridos.

e sei que ainda sei muito pouco. principalmente quando se quer viver intensamente. porque eu quero o máximo de tudo, sempre. e com os máximos que consegui eu só posso dizer que aprendi a melhor coisa do mundo – todas as vezes que voltei a sorrir.

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