foi apenas um sonho

o-matic

meu maior sonho é ter um amor verdadeiro. do jeitinho que tem que ser e todo mundo sabe como é. não escolhi esse sonho: ele já cresceu sozinho dentro de mim. mas, com o passar do tempo, o amor verdadeiro se mostrou muito difícil. muito dolorido. quase que impossível. eu nunca desisti. mas a vida me prova todos os dias que ele é como sorte. como o jogo de loteria que eu nunca jogo. como o nirvana que os budistas tanto almejam. e como a simples mortal que sou entendi que é pra aceitar essa minha condição. condição de humana à espera. uma espera que dói tanto que faz a gente pensar que o amor é loucura. vacilo. perda de tempo. coisa de emo. coisa que não combina comigo. mas eu amo muito esse amor. um amor que sinto muita falta. um amor tão bonito que parece mais coisa de doido mesmo. sendo assim, é melhor eu acreditar que não é pra mim. que não é o certo. que não é verdade. aceito que seja só dos outros. só de quem teve sorte. só de quem tem que ter. analisando a situação concluí que todos temos uma cota de amor. eu tenho amor em todas as áreas. só o romântico que faltou. na porcentagem, eu tenho tanto que, essa falta, virou a cobrança do que faltou. então, deixa, mariana. larga isso pra lá. e, sabe, está tudo bem: aceitei todos os outros. mas sempre vou imaginar como você seria, verdadeiro amor romântico, que, sem existir, me faz sorrir sem motivo quando volto a acreditar em você.

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♪ para ouvir lendo ● do you realize? – the flaming lips

foto: mariló valle
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